Território incerto entre o Vale do Tejo e o Vale do Sado, onde tem origem o projecto de vida caramelo, desde que José Maria dos Santos (1831­-1913) propôs a jornaleiros migrantes que se fixassem na região em troca de um lote póstumo. São «os carmelos colonos» a que Fialho de Almeida se refere de passagem, parte da «mescla de plebe» que povoou a península na esperança de deixar aos filhos uma pequena propriedade. Gente «da charneca adusta que vai do Pinhal Novo ao deserto dos Pegões e Poceirão; marítimos das pescarias de Sesimbra e de Setúbal, catraeiros do Seixal, Barreiro, Aldeia Galega e Alcochete». Na perspectiva dos mortos, a posteridade é o aspecto do mundo numa fotografia. Horizonte, genealogia. Dedico-lhes estas imagens para que vejam o que é feito da terra que os engoliu.