Vitae

Em meados de 2016 esteve aberto um concurso na Universidade de Lisboa, onde estudei entre 1998 e 2007 e onde decorreu parte da minha vida após o doutoramento. Antes de concorrer a esse lugar quis ver como a Universidade me parecia em imagens. À medida que a fotografava fui reparando em analogias entre as suas superfícies e luz e o modo como a instituição transforma os indivíduos. Tudo me parecia ali caduco, desgastado, absurdo, ou mesmo demente, ainda que tenso, formal. Então, reparei num contraste entre a teatralidade autocentrada da academia e a frontalidade das imagens. A própria luz natural me pareceu de certo modo artificial, o que me pareceu uma boa definição de Universidade.

In mid-2016 there was a job opening at the University of Lisbon, where I had studied from 1998 to 2007, and where part of my post-doctoral life has taken place. Before applying, I needed to see how it looked like in photographs. As I photographed it I kept seeing analogies between its surfaces and light, and how the institution transforms individuals. Everything about it seemed lapsed, worn out, nonsensical, even insane, if formally tense. A contrast then became apparent between the inward-looking farcicality of the academe and the directness of these images. Natural light seemed artificial somehow, which strikes me as a good definition of University.